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ENEM: Chegou a hora, e agora?


Faltando pouco mais de um mês para o Enem 2016, veja dicas de como se preparar para o exame, que acontece no início de novembro. A novidade deste ano é o cadastro biométrico que se tornou obrigatório para os candidatos, durante os dois dias de prova.

As provas do Enem serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. O exame é o principal acesso para as universidades públicas por meio do SISU e para a seleção de programas do governo, como o PROUNI e o Fies. Para o professor Davis Posso, o candidato deve procurar fazer revisões de temas da atualidades e daqueles com maior probabilidade de cair na prova.

“O aluno deve, principalmente, procurar fazer revisões em cima de temas, como atualidades, que são bastante recorrentes, e revisões de temas que foram mais discutidos e que se tem conhecimento de maior probabilidade de estar na prova. Em um espaço de tempo tão curto como esse, é bastante complicado tentar aprender novos conteúdos”

Segundo disse, nessa reta final os candidatos devem intercalar os estudos com atividades de lazer. “É muito comum, no início do ano, a dedicação ser bastante grande, acarretando desgaste físico e mental. Muitos chegam nesse momento próximo ao Enem bem desgastados. Para esses casos, é bom procurar intercalar o estudo com atividades que possam fazer ele sair um pouco dessa correria, como passeios com a família, atividades físicas, mas também voltar o foco para o estudo”.

Quase na hora H

A menos de seis semanas do Enem, cada minuto é precioso e deve ser ocupado com o que realmente importa. A esta altura, as prioridades mudaram. O mais importante para o candidato é se concentrar no que aprendeu até agora, repartir rigorosamente seu tempo para não perder chance de estudo e treinar muito para resolver questões dentro dos três minutos previstos para cada uma delas. Com a ajuda de professores experientes, VEJA preparou um roteiro para a reta final.

Pare de se preocupar com o que ainda não sabe

A fase de aprender conteúdos novos já passou. “O mais importante para os candidatos agora é rever o que sabem e focar nos temas que caem mais no Enem e que valem mais para a faculdade escolhida”, aconselha Felipe Reis, vice-diretor do Colégio e Curso A a Z. E as pendências?, perguntarão os atrasados. “Esqueça. A esta altura, a capacidade de assimilar matérias novas é baixa. Concentre-se na revisão”, responde Reis.

Faça um plano de ação

Eleja numa disciplina por dia e defina os temas que irá reforçar. “Muitos alunos têm dificuldade de se planejar, mas planejamento é fundamental. Faça um roteiro diário de estudos, determinando o tempo a ser gasto com cada assunto”, ensina Renato Pellizzari, do colégio QI e do site Descomplica.

Priorize matemática e redação

A redação tem pelo menos peso 2 para todos os candidatos. Em algumas universidades, como a UFRJ, ela tem peso 3. Já a matemática é uma espécie de coringa. Os que querem carreiras nas ciências exatas precisam de ótimo desempenho na matéria. Entre os de humanas, ir bem nos números pode fazer a diferença. E os que sonham com Medicina têm que tirar nota ótima em todas as matérias.

Treine, treine, treine

Se o Enem é uma maratona física e intelectual, use a receita dos atletas e treine muito. Mas treinar não é sair fazendo exercícios alucinadamente. É preciso simular as condições da prova, lembrando que o maior inimigo é o tempo – a média consagrada é três minutos por questão. Depois, corrija, veja o que errou e treine mais um pouco. Há vários simulados nos sites dos cursinhos, em cursos on line e até no site do Inep, a instituição que organiza o Enem. “Para ganhar ritmo, inclua nos três minutos a marcação do cartão resposta”, orienta Pellizzari.

Leia jornais e revistas

Uma parte significativa das questões do Enem, inclusive a redação, trata de temas do noticiário. Mantenha-se bem informado, conheça as grandes polêmicas contemporâneas e debata os assuntos com colegas, professores e pessoas mais velhas.

Na hora certa, pare de estudar

Descanse e faça exercícios físicos para chegar na prova com o corpo e a mente preparados. “É importante ter ritmo, concentração. O conhecimento, sozinho, não garante tudo”, argumenta Pellizzari.

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*Fonte: Conteúdo disponível no jornal online Tribuna do Ceará e revista Veja. Todos os direitos são reservados e de responsabilidade dos editores.

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